04 de Março: Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV

Atenção: vacina é proteção para todas as idades!
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Dia Mundial da Saúde Bucal
20 de Março: Dia Mundial da Saúde Bucal
20 de março de 2020
 

O HPV (Papiloma Vírus Humano) e considerado atualmente a doença sexualmente transmissível com maior incidência no mundo, estimando cerca de 600 milhões de pessoas infectadas. São 640.000 casos novos no mundo a cada ano. No Brasil são 16.340 casos novos.

A faixa de idade mais acometida está entre 16 e 25 anos. Sabe-se também que 80 % dos homens e mulheres adquirirão HPV em um momento de suas vidas, sendo que nas mulheres 1 % irá desenvolver o câncer cervical.

Esse vírus é responsável por 99, 7 % dos casos de câncer de colo uterino, além de provocar verrugas genitais (denominado condiloma).

 

Sua transmissão ocorre por contato sexual pele a pele ou pele – mucosa.

No primeiro contato sexual, uma a cada 10 mulheres é contaminada e, após três anos com o mesmo parceiro, 46 % delas já tem o vírus.

O vírus penetra por microfissuras na pele e mucosas. O sistema imune eficiente pode impedir a evolução para câncer ou curar as lesões precursoras.

 

Vacinação

 

As vacinas contra o HPV vêm sendo utilizadas desde 2007.

Essas vacinas são feitas por engenharia genética, a partir de partículas inertes do vírus, portanto não causam a doença.

A eficácia máxima da vacinação ocorre quando ela é aplicada antes do risco de infecção, ou seja, antes do início da vida sexual.

Há uma proteção menor para as mulheres que já iniciaram vida sexual e naquelas tratadas por lesões pelo HPV, uma vez que a infecção natural não leva à produção de anticorpos suficientes ou duradouros. Assim, a proteção adicional vacinal é importante.

 

Existem 2 vacinas no Brasil:

– Quadrivalente

– Bivalente

 

A vacina HPV tem ótimo perfil de segurança, baseado em estudos nos últimos 10 anos.

Em 2014 o FDA aprovou a vacina 9 valente (Nonavalente).

No Brasil a ANS já aprovou essa vacina, mas aguarda licenciamento para utilização (ainda sem previsão).

Mulheres que já tiveram infecção pelo HPV podem usar vacina, porém, o melhor momento da vacinação é antes do início da atividade sexual, para se obter eficácia máxima.

Não há necessidade de realização de exames antes da vacinação, nem mesmo para avaliar a presença de HPV. A vacinação pode ser realizada mesmo para mulheres e homens que já iniciaram a atividade sexual.

 

Efeitos adversos da vacina

 

Segundo a OMS a vacina tem bom perfil de segurança, conclusão feita após análise de 200 milhões de doses distribuídas mundialmente.

Os efeitos adversos são: dor, vermelhidão e inchaço no local da aplicação.

 

Duração da proteção

 

É provável que dure até 20 anos e até o momento não há indicação de dose de reforço.

 

Contra indicação

 

– Gestantes;

– Pessoas com alergia aos componentes da vacina, sendo um deles o alumínio;

– Hipersensibilidade à levedura.

 

Perguntas sobre vacinação

 

  1. A vacina pode causar infecção? NÃO
  2. Mulheres e homens que já tiveram infecção pelo HPV podem se vacinar? SIM
  3. É necessário fazer o exame para pesquisar HPV antes de receber a vacina? NÃO
  4. A proteção dura a vida inteira? Provavelmente NÃO
  5. A vacinação substituirá o exame de Papa Nicolau? NÃO
  6. Mesmo vacinada será necessário utilizar preservativo durante relação sexual? SIM
  7. A vacina HPV pode ser feita concomitantemente à outra vacina? SIM
  8. A vacina HPV pode causar dor, vermelhidão e pequeno inchaço no local da aplicação? SIM
  9. A vacina de HPV é segura com relação aos efeitos colaterais, ocasionando poucos efeitos colaterais? SIM
  10. Se ocorrer desmaio ou formigamento nas pernas no momento da aplicação, isso está relacionado à vacina? NÃO
  11. Conforme orientação do Ministério da Saúde, como é realizada a vacina quadrivalente? Meninos 9 e 10 anos; meninas entre 9 e 14 anos, sendo duas doses com intervalo de 6 meses.

 

Dra. Elisângela A. Cabrelli I Ginecologia e Obstetrícia I CRM 92595