Outubro Rosa

Setembro Laranja: Campanha da Sociedade Brasileira de Pediatria no Combate a Obesidade Infantil
27 de setembro de 2019
Novembro Azul
5 de novembro de 2019
 

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa, remete ao laço rosa, simbolizando mundialmente a luta contra o câncer de mama.

Nesse mês, voltamos a atenção para a realidade atual do câncer de mama, a importância do diagnóstico precoce e o empoderamento das mulheres no autocuidado.

O Câncer de Mama é o tipo da doença mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma.

São, aproximadamente, 60.000 novos casos por ano.

O câncer de mama também acomete homens, porém é raro. Representa apenas 1 % do total de casos diagnosticados.

Esse câncer decorre de uma série de fatores, tais como:

– Obesidade após menopausa;

– Sedentarismo;

– Consumo de bebida alcoólica;

– Primeira menstruação antes de 12 anos;

– Não ter tido filhos;

– primeira gravidez após 30 anos;

– Menopausa após 55 anos;

– Reposição hormonal, pós menopausa, por mais de 5 anos;

-*Histórico familiar de câncer de ovário;

-*Câncer de mama na família antes de 50 anos;

-*Histórico familiar de câncer de mama em homens;

-*Alteração genética nos genes BRCA1 e BRCA2.

A mulher que possui um ou mais fatores genéticos/hereditários dos listados acima (*) tem risco elevado para desenvolver câncer de mama. No entanto, esse câncer de caráter genético corresponde a apenas 5% a 10% do total de casos dessa doença.

Não ter amamentado NÃO é fator de risco para câncer de mama.

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais aumentando, assim, a possibilidade de tratamentos menos agressivos e com taxas de sucessos mais satisfatórias.

O Ministério da Saúde orienta atenção para os seguintes sinais e sintomas:

– Nódulo de mama em mulher com mais de 50 anos;

– Nódulo de mama em mulher com mais de 30 anos, que persista por mais de um ciclo menstrual;

– Sangramento pelo mamilo de apenas uma das mamas;

– Lesão em pele de mama que não se resolva com tratamentos tópicos;

– Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral;

– Presença de nodulação palpável em axilas;

– Retração de pele da mama;

– Mudança de formato do mamilo.

Além disso, recomenda-se a mamografia de Rastreamento (exame realizado quando não há sinais nem sintomas suspeitos) para mulheres entre 50 a 69 anos, a cada 2 anos.

A mamografia é capaz de identificar alterações suspeitas de câncer antes do surgimento dos sintomas, ou seja, antes que seja percebida qualquer alteração nas mamas.

A mamografia diagnóstica (exame realizado com a finalidade de investigação de lesões suspeitas) pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico. No entanto, não apresenta boa sensibilidade em mulheres jovens, pois nessa idade as mamas são mais densas, havendo necessidade de complementação com o ultrassom de mamas e ou ressonância magnética.

A confirmação diagnóstica só é feita por meio de biópsia, onde é retirado um fragmento do nódulo ou da lesão suspeita, que identificará o tipo de tumor.

O tratamento dependerá da fase em que a doença se encontra (chamada de estadiamento) e do tipo do tumor.

A doença pode ser evitada em até 30% dos casos através da adoção de hábitos saudáveis como:

– Práticas de atividade física;

– Alimentação saudável;

– Manutenção do peso corporal adequado;

– Diminuição do consumo de bebidas alcoólicas;

– Diminuição do uso de hormônios sintéticos como anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal desnecessários.

Todas as mulheres devem conhecer seu corpo para saber o que é normal ou não em suas mamas.

Dra. Elisângela Alves Cabrelli I CRM 92595

Ginecologista e Obstetra